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"Uma Aventura no Workshop de Fotografia de Natureza" pelo participante Pedro Nascimento

November 10, 2015

Faz-se o quê num workshop de fotografia de natureza, pergunta-me alguém quando apresento os meus planos de fim de semana. Algo surpreendido pela pergunta, respondo imagino que se vá tirar fotografias de natureza. Não contente pela resposta, pergunta-me se para isso é preciso um workshop, ao qual respondo, não me chateies pá, vai lá passar o fim de semana todo de papo para o ar numa praia cheia de sol, com águas cristalinas e refrescantes, com corpos definidos e bronzeados a mostrarem-se por todo e lado e deixa-me ir para a natureza. Por um segundo houve silêncio, depois surgiu uma barragem de gargalhadas, que impediu toda e qualquer tentativa de arranjar argumentação a favor dos meus planos. Raisparta.

 

No sábado dirijo-me para o ponto de encontro, com ajuda do Bernardo, que ao telemóvel me dizia, vais em frente, passas 37 escolas, viras à direita e estacionas perto do cemitério. Cemitério? É lá, isto promete. Entro nas instalações luxuosas do workshop e digo maravilhado, então é isto a Natureza. O Bernardo algo confuso, responde-me, não, isto é a minha cave. A seguir as apresentações, esta é a M., a outra M. a A. e a S., este é o P. (o gajo que me veio aqui estragar os planos de construir um harém, pensou o Bernardo).

 

A manhã passou-se com ensinamentos diversos, less is more, regra dos terços (também se terá falado da dos três quartos, mas não a ouvi bem e não a consegui assimilar), a ética e a segurança, isto tudo acompanhado de histórias contadas como só o Bernardo sabe fazer, de bolachas e chás com aroma de viagem. Também se iam mostrando e analisando fotografias, daquelas que nós, meros mortais, pensamos que só estão ao alcance daqueles poucos escolhidos que foram tocados pelo dedo do Criador, ao mesmo tempo que dizia tu vais mostrar instantâneos do tempo e vais provocar espanto e encher corações de alegria.

 

Depois do almoço, juntámos mais uma companheira de viagem, outra M. e seguimos então caminho para a Natureza. Uhhhhh (isto é para ler em voz alta, ok?). No percurso, mais histórias, mais vontade criada de viagens a sítios longínquos ou mesmo aqui ao nosso lado, porque o nosso país é uma coleção de postais, daqueles raros e que poucos vêem, talvez por desconhecimento, talvez por preguiça.

 

Num minuto estávamos no meio da civilização, carros, casas, fumo, barulho, no outro, vimo-nos frente a frente com ela, a Natureza, densa, misteriosa, luxuriante. À medida que nos íamos embrenhando, os nossos sentidos ficavam mais alerta, os pulmões recebiam ar puro, ouviam-se animais selvagens. Ok, esta última parte foi cortesia do Bernardo, mas também conta para a experiência certo?! Ao descer a serra, vários motivos de interesse surgiram, a carcaça de um carro (espera, ele disse mesmo um carro?), um cofre (perguntem a história ao Bernardo), mas também uma daquelas árvores carcomidas pelo tempo ou por incêndios, que se recusa a desaparecer, que ali está imponente e quase solitária numa clareira aberta no meio de toda a vegetação, quase como num palco observada por todos os outros elementos da floresta. O Bernardo não é só um excelente fotógrafo e contador de histórias, é também uma infindável fonte de conhecimento no que toca à natureza, e aqui vai-nos mostrando um carvalho cujas folhas parecem veludo, ali borboletas raras, enfim, cenas bonitas ;)

 

Chegamos por fim ao nosso primeiro destino fotográfico, um local com uma vista privilegiada para a cascata da Frecha da Mizarela, do alto dos seus 75 metros, que vem desaguar numa lagoa serena e de águas transparentes, com pequenas cascatas por todo o lado. O difícil aqui é tirar más fotografias, mas aconselha-se o uso do tripé. Nesta altura do ano, é aproveitar e levar calção ou fato de banho porque a lagoa é mesmo convidativa. Fazem-se longas exposições para mostrar o arrastamento da água, tenta-se capturar a vida animal aquática, é um autêntico buffet tudo o que se possa comer, mas de fotografia de natureza. A subida de retorno foi ao mesmo tempo difícil e hilariante, porque este grupo é composto de seres humanos especiais, diria mesmo cromos, daqueles difíceis de encontrar e que a toda a gente faltavam para acabar a caderneta. Depois da subida, uma pausa refrescante numa esplanada com uma vista imensa, há quem aproveite para beber uma cervejola, há quem aproveite para mudar a toilette, dá para tudo, senhoras e senhores.

 

Como o tempo escasseava, seguimos para uma aldeia típica serrana, Cabaços, onde conseguimos tirar instantâneos da vida rural, pessoas, casas, animais de pasto, tudo aqui se via, nesta localidade com 2 famílias apenas. Mais um momento alto aqui se atingiu, um pôr do sol deslumbrante, com uma palete de cores digna de um pintor impressionista. Foi momento para fotos de silhuetas de humanos e das escarpas rochosas, tal qual marionetas chinesas em ponto grande, aqui se aproveitou aquela luz dourada que todos os fotógrafos adoram, aqui se parou por momentos para então, mais uma vez, perceber e absorver o que é afinal a Natureza.

 

Voltámos então para casa com os corpos cansados, as almas cheias e promessas de voltar para outras visitas e de um bolo de chocolate para o dia seguinte.

 

Chegados ao segundo dia do workshop, faltando o bolo prometido (não foi promessa do Bernardo, fica a nota), passou-se a analisar as fotografias do dia anterior, momento para várias vezes escutar expressões como aquele pingarelho está a incomodar a visão do espetador, aqui abusaste da edição, o horizonte está torto, mesmo quando afinal não estava :), enfim, momento para o Bernardo demonstrar a sua observação apurada e capacidades de edição incomparáveis. Chegados ao fim, podemos dizer que um workshop de fotografia de natureza é muito mais que tirar fotografias de natureza, especialmente quando o grupo que se junta, o torna um momento único e especial.

 

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