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Workshop de Fotografia Noturna: "Caçadores de Estrelas – Uma noite entre estrelas, constelações e planetas" por Andreia Antunes

November 10, 2015

 

Acontece-me frequentemente, pelas mais diversas razões, ouvir um “Mas tu estás bem?” ou um “Isso não é perigoso”. Foi o que aconteceu quando disse que ia passar a noite na Serra da Freita a fotografar estrelas. “Uma noite toda ao relento no meio da serra para fotografar estrelas? Que loucura!”. A mim não me pareceu loucura. Pareceu-me que seria uma noite muito bem passada e fui.

O objectivo do Bernardo para este Workshop de Fotografia Nocturna: Fotografias de Estrelas dos Trilhos da Terra, era ensinar a fazer registos do céu estrelado, startrails e timelapses. Na hora combinada lá estávamos todos no ponto de encontro na expectativa de uma noite em cheio. Como verdadeiros caçadores, artilhados com todo o material necessário, máquinas, cabos e tripés, baterias extra e cartões, e bem equipados para o frio, sim porque na serra durante a noite faz frio, mesmo no verão, lá partimos em busca do melhor local para iniciar a nossa “caçada”.

O cenário não era o melhor com nuvens a esconder as estrelas. Mas lá fomos em busca do céu estrelado e fomos bafejados pela sorte. As nuvens acabaram por viajar para outras paragens e como se uma cortina de cena tivesse sido aberta, as tão desejadas estrelas lá apareceram no palco do céu. Os nossos olhos, cada vez mais habituados à noite escura, interrompida apenas pelos faróis da patrulha militar que andava pela serra, conseguiam identificar cada vez com maior facilidade estrelas, constelações e planetas. Encontrado o local perfeito e após muitas e preciosas recomendações técnicas dadas pelo Bernardo começou a sessão. Testar o melhor enquadramento. Encontrar o foco. Escolhido o ISO, a velocidade e a abertura. O primeiro disparo. Seguido imediatamente de outro. E mais outro. Começam a aparecer as primeiras imagens da noite. E os primeiros, mas não os últimos, uaus. O entusiasmo é crescente de cada vez que o ecrã da máquina nos revela o que é invisível aos olhos. E repetimos. Disparo a após disparo. Sem parar. Sem sentir frio. Toda a noite. Mudamos de local uma e outra vez para conseguir os melhores enquadramentos. O espaço livre nos cartões diminui assim como a carga das baterias que começam a avisar que estão no limite. Há quem deixe a máquina sozinha. Há quem vigie o processo com medo de falhas. Há quem converse. Há quem caminhe de um lado para o outro. Há quem ache que os faróis do carro da patrulha lhe estragaram a imagem. Há quem ache que não. Há quem se sente no chão à espera. Há quem repare numa estrela cadente. Há quem ceda ao cansaço e durma, no chão. Há quem beba café. Mas a noite segue o seu curso e o tempo voa. O silêncio da noite é apenas interrompido pelo burburinho das conversas e pelos uaus que não conseguimos conter de cada vez que a máquina nos revela o que até ali não víamos.

Lentamente o dia começa a chegar e com ele a luz aumenta trazendo com ela novas cores que as nossas congeladas máquinas continuam estoicamente a registar. A noite estrelada com que fomos brindados termina assim num amanhecer de luz doce e suave que como que nos acorda do mundo das estrelas. É hora de fazer da manhã noite, descansar e recuperar energias para mais tarde voltar a reunir os caçadores de estrelas e apreciar o resultado da caçada.

Caçadores reunidos após uma curta “noite” de sono, imagens já no computador e começamos a tomar consciência do resultado da noite anterior. Por vezes o espanto pelas imagens conseguidas. Por vezes a desilusão. Por vezes o arrependimento por não ter seguido as sábias instruções do Bernardo. A vontade de voltar à serra para fazer mais e melhor. Mas sempre o prazer de ter descoberto uma nova forma de registar o mundo. Passar uma noite toda ao relento no meio da serra para fotografar estrelas? Loucura? Não. O prazer de criar numa imagem um momento estrelado. 

 

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