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Longe da ideia ocidental de que o Nepal é um paraíso para aqueles que procuram a subida a um dos cumes mais desejados do mundo, Nepal é também um dos países que ainda apresenta uma baixa estatística no que respeita à igualdade de géneros, junto de países como Etiópia, Nigéria e China, de acordo com um estudo anual (2017) produzido pelo World Economic Forum (WEF). Em pleno século XXI, as mulheres, que constituem mais de 50% da população nepalesa (segundo o World Bank Data) continuam a ser tratadas como uma minoria e a ser das mais afectadas pela opressão de uma sociedade maioritariamente patriarca.

A luta das mulheres pela sobrevivência começa ainda no ventre das suas mães, uma vez que o aborto baseado no género do feto ainda atinge elevados números devido à pressão de uma cultura com preferência pela chegada de um filho de sexo masculino. Na maior parte das vezes, ser mulher é encarado como se de uma maldição se tratasse e devido a esta perspectiva tradicional, desde uma idade jovem, as mulheres sofrem com a falta de poder sobre as suas próprias vidas, assim como de maus tratos pelo resto da sociedade. O que incluí todo o tipo de violência física, verbal, emocional e sexual, mas também tráfico humano e casamento infantil. Ainda assim, das mulheres é esperado mostrar respeito vitalício pelo homem, vivendo a obrigação de seguir as regras impostas pelos pais, irmãos, maridos, desde o momento que nascem até ao dia da sua morte.

Durante a sua estadia no Nepal, Berta observou de forma impotente a vida de cada um das mulheres parte do projecto “To be a Woman in a Man’s World”, questionando-se quantas delas haviam alguma vez vivido o poder de decisão ante as suas próprias vidas. Berta sentiu de forma distante o peso desta vida feita de amarras, o que resultou neste projecto que não só tem como objectivo dar visibilidade à questão global de desigualdade de géneros, mas também surge como tributo às várias super-mulheres com que Berta cruzou caminho.